Quis ser rei
Virei escravo seu
Eu sei
Perdido entre dois mundos
Sou
Invenção do seu amor
Já passei
Da fase de dizer
Não vou
Desgovernado agora
Sou
Refém do seu amor
Cada um sabe a dimensão do seu inferno
E o céu, tão almejado, quão está distante
A tristeza, que carrega n'alma, nunca externa
E a alegria, é falsa luz, no seu semblante
Se, por um momento, a coragem lhe inundasse
E a vontade de alforriar não
contivesse
Quem, de vera, solveria o próprio
Impasse?
Exporia a própria alma numa quermesse?
Qual de vós não tem um rancor
Guardado?
Quem, entre todos não esconde uma
Cicatriz?
E nunca fez do medo a desculpa para um fim?
Quem nessa vida já expiou os seus
Pecados
Vá na varanda e grite ao mundo que é
Feliz
Junte as pedras do fracasso e atire em
Mim
Cada um sabe a dimensão do seu inferno
E o céu, tão almejado, quão está distante.
A tristeza, presa n'alma, um Breu
Eterno.
Clube de Estudos Literários Nísia Floresta - Somos mulheres nordestinas e brabas, cheias de vida, histórias e lutas. Utilizamos escritoras que sabiamente nos inspiram e nos provocam, e nesse jogo de achados encontramos umas as outras e nos percebemos como podendo expôs um pouco dessas descobertas. Nesse espaço você encontra muito ou um pouco de cada uma de nós e tentando nos desatar talvez você também possa se encontrar. Então, você que aqui chega, entre, sente-se um pouco e fique a vontade!
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