quinta-feira, 9 de julho de 2015

Despido

DESPIDO


A roupa com a qual me quer não cabe em mim.
Nu, eu não entro no seu mundo. 
Sou julgado por meus trajes vagabundos 
E minh''alma despojada de recalques. 
Eu me dispo dos meus trajes. 
Uso os seus E, entre ternos, viro eterno marionete 
Se ao mundo, os ofendidos e desvalidos 
Tu provares que ama e cuidas como eu. 
Minha roupa, é feito a casca pra Banana Ou a seda que envolve a maçã Não adoça, não salga, nem colore Não aumenta ou diminuí a vitamina Só protege da poeira e dos bichos E que na hora principal se vai ao chão 
Quando não, é embolada e vai pro lixo. O Que importa, o conteúdo e a essência 
Se mantem, mesmo desnudo, inabalado 
Não se mede iniquidade e decadência
Pela marca do suéter ou do calçado. Meu amor, a minha fé e a minha crença São isentas de Vuitton, nike e diadora Desde que o maior ser que o mundo viu Escolheu como berço a manjedoura.

Nonato Jeronimo

Nenhum comentário:

Postar um comentário