domingo, 30 de agosto de 2015

Uma espião na casa do amor Anais Nin


"A culpa de ter o poder se ser mulher. Amor= luxuria + ciumes. O amor apela aos sentimentos mais baixos, envolto em mentiras, como dizer sim, quando se quer dizer não."  Ninfomaniaca


Se de uma lado CLB (João Ubaldo) é livre e totalmente liberta das implicações sentimentais, culpas das consequências de seus atos.

Sabina (Anaïs) é a culpa personificada, é a consumação de sentimentos. O contraditório.
O inferno ambulante instável e sombrio.
Mas também é alegria, o céu, todos juntos, ao mesmo tempo, ou em momentos distintos.

O desejar e deixar fluir.
Os ciclos do amor: ansiedade, como um vício em drogas, impulso irresistível, compulsão. Depois de alcançado vem a depressão, submissão, repulsão e recuo.

"Era livre compreendeu que como os homens também poderia sentir prazer com estranhos" (separar amor do sexo). Mas a culpa a persegue (nos persegue) é cultural. Amamos a vários, nos culpamos por isso, podamos nossas vontade, controlamos tudo.

A solidão em meio ao amor. A busca por compreensão e paz. Tudo a magoa. Tudo é imaginado.
E aparecem pessoas que a usam, que pedem força e sabedoria, acolhimento. Buscando o amor e a fé do outro. Nosso pior algoz somos nós.