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Nascida numa família conservadora de Amherst, Massachusetts (EUA), Emily
Elizabeth Dickinson foi educada até os dezessete anos num colégio para moças. Sua
vida, quase toda transcorrida na casa paterna, foi marcada pela reclusão, mas também
por uma intensa correspondência com amigos e familiares, com quem compartilhava
impressões do cotidiano, bem como parte de sua produção poética.
Clube de Estudos Literários Nísia Floresta
Clube de Estudos Literários Nísia Floresta - Somos mulheres nordestinas e brabas, cheias de vida, histórias e lutas. Utilizamos escritoras que sabiamente nos inspiram e nos provocam, e nesse jogo de achados encontramos umas as outras e nos percebemos como podendo expôs um pouco dessas descobertas. Nesse espaço você encontra muito ou um pouco de cada uma de nós e tentando nos desatar talvez você também possa se encontrar. Então, você que aqui chega, entre, sente-se um pouco e fique a vontade!
sábado, 17 de setembro de 2016
domingo, 30 de agosto de 2015
Uma espião na casa do amor Anais Nin
"A culpa de ter o poder se ser mulher. Amor= luxuria + ciumes. O amor apela aos sentimentos mais baixos, envolto em mentiras, como dizer sim, quando se quer dizer não." Ninfomaniaca
Se de uma lado CLB (João Ubaldo) é livre e totalmente liberta das implicações sentimentais, culpas das consequências de seus atos.
Sabina (Anaïs) é a culpa personificada, é a consumação de sentimentos. O contraditório.
O inferno ambulante instável e sombrio.
Mas também é alegria, o céu, todos juntos, ao mesmo tempo, ou em momentos distintos.
O desejar e deixar fluir.
Os ciclos do amor: ansiedade, como um vício em drogas, impulso irresistível, compulsão. Depois de alcançado vem a depressão, submissão, repulsão e recuo.
"Era livre compreendeu que como os homens também poderia sentir prazer com estranhos" (separar amor do sexo). Mas a culpa a persegue (nos persegue) é cultural. Amamos a vários, nos culpamos por isso, podamos nossas vontade, controlamos tudo.
A solidão em meio ao amor. A busca por compreensão e paz. Tudo a magoa. Tudo é imaginado.
E aparecem pessoas que a usam, que pedem força e sabedoria, acolhimento. Buscando o amor e a fé do outro. Nosso pior algoz somos nós.
domingo, 26 de julho de 2015
4 anos do clube de leitura Nisia floresta
Transbordar
(Para o Nísia no seu 4° aniversário.)
Tudo aquilo que ultrapassa o ser
Que a torna mais
É Potência
É devir
É foz e nascente
É fluente
É ser e agir no mundo
Para o mundo
Com o mundo
A cada encontro um transpassar de si para a outra
A cada encontro uma reinvenção de si pela outra
Um novo ser tão cheia de si que se transborda no ser que há de vir
Passado e futuro que se torna presente
Presente transbordante que faz do ser eu um nós
Que faz de nós, laços
Que faz de laços
Amizades que transborda o tempo.
Luana Amaral 25-07-15
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Quis ser rei
Virei escravo seu
Eu sei Perdido entre dois mundos
Sou Invenção do seu amor
Já passei Da fase de dizer Não vou
Desgovernado agora Sou
Refém do seu amor
Cada um sabe a dimensão do seu inferno
E o céu, tão almejado, quão está distante
A tristeza, que carrega n'alma, nunca externa
E a alegria, é falsa luz, no seu semblante
Se, por um momento, a coragem lhe inundasse
E a vontade de alforriar não contivesse
Quem, de vera, solveria o próprio Impasse?
Exporia a própria alma numa quermesse?
Qual de vós não tem um rancor Guardado?
Quem, entre todos não esconde uma Cicatriz? E nunca fez do medo a desculpa para um fim? Quem nessa vida já expiou os seus Pecados Vá na varanda e grite ao mundo que é Feliz
Junte as pedras do fracasso e atire em Mim
Cada um sabe a dimensão do seu inferno
E o céu, tão almejado, quão está distante.
A tristeza, presa n'alma, um Breu Eterno.
Virei escravo seu
Eu sei Perdido entre dois mundos
Sou Invenção do seu amor
Já passei Da fase de dizer Não vou
Desgovernado agora Sou
Refém do seu amor
Cada um sabe a dimensão do seu inferno
E o céu, tão almejado, quão está distante
A tristeza, que carrega n'alma, nunca externa
E a alegria, é falsa luz, no seu semblante
Se, por um momento, a coragem lhe inundasse
E a vontade de alforriar não contivesse
Quem, de vera, solveria o próprio Impasse?
Exporia a própria alma numa quermesse?
Qual de vós não tem um rancor Guardado?
Quem, entre todos não esconde uma Cicatriz? E nunca fez do medo a desculpa para um fim? Quem nessa vida já expiou os seus Pecados Vá na varanda e grite ao mundo que é Feliz
Junte as pedras do fracasso e atire em Mim
Cada um sabe a dimensão do seu inferno
E o céu, tão almejado, quão está distante.
A tristeza, presa n'alma, um Breu Eterno.
Despido
DESPIDO
A roupa com a qual me quer não cabe em mim.
Nu, eu não entro no seu mundo.
Sou julgado por meus trajes vagabundos
E minh''alma despojada de recalques.
Eu me dispo dos meus trajes.
Uso os seus E, entre ternos, viro eterno marionete
Se ao mundo, os ofendidos e desvalidos
Tu provares que ama e cuidas como eu.
Minha roupa, é feito a casca pra Banana Ou a seda que envolve a maçã Não adoça, não salga, nem colore Não aumenta ou diminuí a vitamina Só protege da poeira e dos bichos E que na hora principal se vai ao chão
Quando não, é embolada e vai pro lixo. O Que importa, o conteúdo e a essência
Se mantem, mesmo desnudo, inabalado
Não se mede iniquidade e decadência
Pela marca do suéter ou do calçado. Meu amor, a minha fé e a minha crença São isentas de Vuitton, nike e diadora Desde que o maior ser que o mundo viu Escolheu como berço a manjedoura.
Nonato Jeronimo
quinta-feira, 2 de julho de 2015
LÍRICA
Nunca se viu tanta alma num só corpo.
Nem uma áurea tão brilhante quanto aquela.
E aqueles olhos, faiscando mil colores?
Borrando o dia como se fosse aquarela.
Cada pedaço do seu corpo em movimento
Provoca o aceno das cabeças, sim e não
A cada passo um sentido se aguça.
O salto é um prego de pisar em coração.
Ha! se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu não deixava, por aqui, ela passar
Pra não causar, de uma só vez, tanto alvoroço.
Essa miragem
Tempestade
Preamar.
Nonato Jerônimo
LÍRICA
Nunca se viu e a memória é quem persiste,
e a alma leva muito tempo pra formar,
o que não perdoa, como tudo o que existe,
nessa fundura que nos suga esse olhar...
Pelo formato dos seus cachos... do seu corpo,
que com cuidado na feitura Deus a deu
Para os desejos dos pecados mais noturnos
ser santidade nos pagãos e nos ateus...
Por sua pele enfeitada pelas cores,
que gentilmente é doada pelas flores
que cada passo, nesse mundo, faz brotar...
Pelo seu nome condenado ao esmero,
que em mim passeia entre o sonho e o desespero,
e mais parece com nascer, viver, em par...
Ely Cabral
Nem uma áurea tão brilhante quanto aquela.
E aqueles olhos, faiscando mil colores?
Borrando o dia como se fosse aquarela.
Cada pedaço do seu corpo em movimento
Provoca o aceno das cabeças, sim e não
A cada passo um sentido se aguça.
O salto é um prego de pisar em coração.
Ha! se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu não deixava, por aqui, ela passar
Pra não causar, de uma só vez, tanto alvoroço.
Essa miragem
Tempestade
Preamar.
Nonato Jerônimo
LÍRICA
Nunca se viu e a memória é quem persiste,
e a alma leva muito tempo pra formar,
o que não perdoa, como tudo o que existe,
nessa fundura que nos suga esse olhar...
Pelo formato dos seus cachos... do seu corpo,
que com cuidado na feitura Deus a deu
Para os desejos dos pecados mais noturnos
ser santidade nos pagãos e nos ateus...
Por sua pele enfeitada pelas cores,
que gentilmente é doada pelas flores
que cada passo, nesse mundo, faz brotar...
Pelo seu nome condenado ao esmero,
que em mim passeia entre o sonho e o desespero,
e mais parece com nascer, viver, em par...
Ely Cabral
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